Balanço da AFCON | Quais jogadores da Ligue 1 se destacaram na fase de grupos?
Como aconteceu há dois anos, a Ligue 1 é a liga europeia com mais representantes — ou, como alguns diriam, a mais afetada — na Copa Africana de Nações deste ano.
No entanto, os principais nomes da elite do futebol francês ainda não se firmaram como protagonistas da competição, com Achraf Hakimi voltando de lesão apenas no último jogo de Marrocos na fase de grupos e o Gabão de Pierre-Emerick Aubameyang sendo eliminado logo no início.
Ao todo, 50 jogadores da elite do futebol francês viajaram para Marrocos para a principal competição de África. Com a fase de grupos quase concluída, alguns deles já deixaram sua marca no torneio:
Com Achraf Hakimi ainda em recuperação de uma lesão no tornozelo no início do torneio, o defensor do Marseille era inicialmente o único representante da Ligue 1 no time titular do país-sede. Embora tenham surgido rumores de uma lesão durante a competição, o zagueiro atuou nas três partidas da fase de grupos e voltou a ser uma presença confiável na defesa do Marrocos.
Os Leões do Atlas reagiram ao empate com o Mali — após o qual as críticas públicas ao técnico Walid Regragui se intensificaram — com uma atuação dominante diante da Zâmbia, encerrando a fase de grupos em alta. Hakimi entrou no segundo tempo sob aplausos estrondosos da torcida em Rabat e só não marcou o quarto gol do Marrocos graças a uma grande defesa do goleiro Willard Mwanza.
O atacante do Auxerre começou bem por Mali, marcando duas vezes em dois jogos nos empates das Águias contra Zâmbia e Marrocos. Embora não tenha conseguido romper o empate diante de Comores, Mali ainda assim avançou no Grupo A em segundo lugar, mesmo sem vencer nenhuma partida. Mamadou Sangaré, do Lens, Fodé Doucouré, do Le Havre, e Ousmane Camara, do Angers, também estiveram envolvidos pela seleção do Mali.
Foi o ex-jogador do Lens, Gaël Kakuta, quem brilhou contra Botsuana, com dois gols e uma assistência de calcanhar sensacional, mas o capitão da RD Congo tem sido uma peça igualmente importante em sua campanha até aqui na Copa Africana de Nações. A presença segura e a experiência de Mbemba, agora disputando sua sexta edição da AFCON, têm sido fundamentais para dar aos congoleses a base sólida sobre a qual construíram seu sucesso até agora. O veterano, que está no Marrocos ao lado de seu companheiro de clube Ngal’ayel Mukau, teve certa sorte de não ver um pênalti ser marcado por toque de mão na área contra Benin, já que o VAR não funcionava naquela noite.
Aos 17 anos, ele tem sido uma excelente opção vinda do banco para os Leões de Teranga, mantendo o embalo que ganhou neste outono ao se tornar uma peça cada vez mais importante no elenco do PSG. Foi Mbaye quem, com uma arrancada incisiva e um chute defendido parcialmente, originou o gol de empate de Sadio Mané contra a RD Congo no segundo jogo.
Ele disputou todo o segundo tempo contra o Benin e sofreu um pênalti nos minutos finais, convertido por Cherif Ndiaye. O atacante do Metz, Habib Diallo, também marcou contra os Stallions, enquanto Krépin Diatta, do Monaco, deu a assistência para o gol de Abdoulaye Seck.
O defensor do Lille começou a terceira partida da fase de grupos no banco, mas, no momento do jogo contra a Guiné Equatorial, as Raposas do Deserto já haviam garantido a liderança do grupo. A defesa da Argélia não sofreu gols nas duas primeiras partidas, e os gols de Riyad Mahrez bastaram para assegurar as vitórias em ambos os jogos. A equipe também conta com Hicham Boudaoui, do Nice, e Ilan Kebbal, do Paris FC, ambos entre os titulares, e chega em grande fase para o confronto das oitavas de final contra a RD Congo.
GFFN | Raphaël Jucobin – direto de Rabat