Os principais temas da Liga dos Campeões antes da 6ª rodada
Mo Salah domina o debate no futebol após o ponta egípcio lançar dúvidas sobre o seu futuro no Liverpool com declarações explosivas no fim de semana.
Intencional ou não, a atitude acabou por romper pontes no clube. Ele não viajou com o elenco para enfrentar a Inter de Milão e, com a Copa Africana de Nações se aproximando, pode já ter feito seu último jogo pelo clube de Merseyside. Agora, todos aguardam os próximos passos.
Deixar Salah no banco, talvez a maior estrela da história do Liverpool, foi uma aposta arriscada de poder de Arne Slot. A decisão ainda pode se voltar contra ele se os resultados não melhorarem.
O holandês terá margem de manobra após levar a equipe ao título da Premier League em sua primeira temporada. Mas a queda em relação ao ano passado foi tão drástica que seu cargo continua ameaçado. A melhor maneira de evitar a demissão é voltar a vencer.
Enfrentar a Inter no San Siro é um teste muito complicado para qualquer equipe, sobretudo para uma que ainda não encontrou regularidade. Uma derrota aqui não decretaria o fim de Slot, mas o deixaria ainda mais perto do limite.
Neste momento, parece que só pode haver um vencedor, e o derrotado sairá antes do fim da campanha.
Sob pressão, Xabi Alonso já luta pelo cargo poucos meses após ser nomeado. Segundo relatos, o técnico do Real Madrid perdeu o vestiário e o clube considera demiti-lo.
A surpreendente derrota por 2 a 0 para o Celta de Vigo, na qual os Blancos tiveram dois jogadores expulsos, colocou Alonso sob pressão. Na quarta-feira, eles serão testados pelo Manchester City, que vive grande fase.
Alonso também pode ter um problema antes do jogo, com o artilheiro Kylian Mbappé sendo dúvida para enfrentar o City. Esta promete ser uma das noites mais duras e decisivas de sua carreira como treinador: se vencer, ganha um pouco mais de tempo; se perder, ficará ainda mais perto da porta de saída. Será empurrado para ela?
Já faz um mês desde que o Chelsea surpreendeu o Barcelona com uma vitória por 3 a 0 em Stamford Bridge. Depois disso, a equipe empatou em 1 a 1 com o Arsenal mesmo com um jogador a menos, mostrando que está pronta para brigar pelos principais títulos.
No entanto, os Blues somaram apenas dois pontos em três jogos da Premier League desde então, marcando só duas vezes. O clube voltou à realidade após atingir um de seus maiores momentos sob o comando de Enzo Maresca.
O adversário de terça-feira, a Atalanta, também chega após uma derrota dura: o Hellas Verona venceu por 3 a 1 e encerrou uma sequência de três vitórias.
O Gewiss Stadium, em Bérgamo, já viu o time da casa derrubar muitos adversários; o Chelsea, em fase vulnerável, pode ser a próxima vítima. Mas este confronto também representa uma oportunidade para a equipe de Maresca retomar a boa forma.
A Atalanta vive seu momento mais fraco em anos: é apenas a 12ª colocada da Serie A e já sofreu 17 gols. É uma equipe vulnerável.
Tem sido um mês difícil para o Arsenal desde a vitória sobre o Bayern de Munique na Liga dos Campeões. Depois daquele triunfo incrível, o time parecia no auge, mas desde então vem sofrendo uma série de contratempos.
O empate com o Chelsea ao menos manteve a vantagem sobre o rival londrino, mas a liderança na Premier League ficou abalada após a derrota por 2 a 1 para o Aston Villa. Somadas às lesões de jogadores-chave, as circunstâncias tornam este um momento extremamente desafiador para Mikel Arteta.
Felizmente para os Gunners, nesta quarta-feira eles enfrentam uma das equipes mais fracas desta temporada da Liga dos Campeões. O Club Brugge soma apenas uma vitória e tem uma das piores defesas após cinco jogos da fase de liga. Se reagirem com uma vitória convincente, ganharão um grande impulso para o período festivo.
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