Caos no Barcelona enquanto Joan Laporta leva a polêmica sobre arbitragem diretamente ao presidente da UEFA
A dramática eliminação do Barcelona da Liga dos Campeões continua a gerar controvérsia, com as tensões agora a transbordarem para muito além do relvado.
De acordo com um relatório do Mundo Deportivo, o presidente eleito Joan Laporta tomou a situação em suas próprias mãos, entrando em contato diretamente com Aleksander Ceferin para expressar sua indignação com as decisões de arbitragem no confronto das quartas de final contra o Atlético de Madrid.
O confronto de duas mãos, que terminou em desgosto para o Barcelona, foi ofuscado por uma série de decisões polêmicas que deixaram o clube furioso.
Laporta já havia deixado claro seus sentimentos durante uma aparição pública, onde sua frustração com a arbitragem era evidente.
No entanto, nos bastidores, a situação já havia escalado muito antes.
Relatórios indicam que Laporta aproveitou a sua relação melhorada com a liderança da UEFA para escalar o assunto diretamente.
Laporta entrou em contato pessoalmente com o presidente da UEFA para expressar o que foi descrito como uma "imensa raiva" pelas decisões que prejudicaram sua equipe.
A frustração não se limitou às chamadas telefónicas. Durante a partida no Metropolitano, Laporta esteve ativamente envolvido em confrontos com os oficiais.
Ao intervalo, ele terá supostamente abordado o secretário-geral da UEFA para reclamar sobre o árbitro Clément Turpin e as suas decisões.

Laporta levantou a preocupação diretamente a Aleksander Čeferin. (Foto: Alex Caparros/Getty Images)
O dirigente do Barcelona destacou vários incidentes que, na sua opinião, tiveram um impacto direto no resultado.
Entre eles estavam o pênalti não marcado para Dani Olmo e uma entrada forte de Juan Musso em Fermin Lopez.
Laporta também revisitou as queixas anteriores da primeira mão no Spotify Camp Nou, incluindo a polêmica mão na bola envolvendo Marc Pubill, o cartão vermelho mostrado a Pau Cubarsi e as múltiplas faltas não punidas de Koke.
Para piorar ainda mais a situação, Laporta criticou a rejeição da UEFA à reclamação formal do Barcelona sobre o incidente da mão, que havia sido classificada como "inaceitável".
O clube acredita que há um precedente claro para tais decisões, apontando para uma situação semelhante em outra partida da Liga dos Campeões que resultou em um pênalti.
Apesar das tentativas dos funcionários da UEFA de acalmar a situação e pedir paciência até o apito final, as tensões só aumentaram.
O ponto de ruptura ocorreu quando Eric Garcia foi expulso após uma revisão do VAR, um incidente que inicialmente parecia ser uma infração de cartão amarelo antes de ser reclassificado.
Aquele momento pareceu empurrar Laporta para além do limite, com sua raiva persistindo até o dia seguinte.
Sua frustração era visível durante sua aparição pública, onde ele fez pouco para esconder sua insatisfação.
