Chefe da FIFA, Infantino, assegura ao Irã na Copa do Mundo: “Eles virão, sem dúvida”
O Irã "sem dúvida" jogará na Copa do Mundo de 2026, disse o presidente da FIFA, Gianni Infantino, na quarta-feira, embora a participação da equipe asiática permaneça incerta a menos de dois meses do torneio devido ao conflito no Oriente Médio.
“O Irã virá, sem dúvida alguma”, para o torneio, que será disputado nos Estados Unidos, México e Canadá, disse Infantino durante um evento organizado pelo canal de televisão CNBC em Washington.
“Esperamos que, até lá [o início da Copa do Mundo, em 11 de junho], a situação seja pacífica, o que realmente ajudaria”, explicou o oficial.
“Mas o Irã tem que vir, representa o seu povo, classificou-se e os jogadores querem jogar”, disse o presidente da FIFA.
Veja também: Todas as notícias da Gazeta Esportiva Canal da Gazeta Esportiva no YouTube Siga a Gazeta Esportiva no Instagram Participe do canal da Gazeta Esportiva no WhatsApp
A participação do Irã na Copa do Mundo havia sido questionada por causa da guerra com os Estados Unidos e Israel, que eclodiu em 28 de fevereiro.
No entanto, Infantino já havia garantido a participação do Team Melli na Copa do Mundo, mesmo que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com quem o chefe da FIFA é frequentemente visto publicamente, tenha sugerido em certo momento que os jogadores iranianos talvez não estivessem "seguros" nos Estados Unidos.
A Copa do Mundo de 2026, a primeira a contar com 48 seleções nacionais, será realizada de 11 de junho a 19 de julho.
No início da guerra no Oriente Médio, o Irã falou em um "boicote" à Copa do Mundo, antes de pedir à FIFA que transferisse suas partidas dos Estados Unidos para o México, um pedido que foi rejeitado pelo órgão dirigente do futebol.
O Irã está no Grupo G da Copa do Mundo, onde enfrentará Nova Zelândia e Bélgica em Los Angeles, e o Egito em Seattle.
Após várias semanas de ataques aéreos contra o Irã e retaliações iranianas contra Israel e países da região, uma frágil trégua de duas semanas entrou em vigor em 8 de abril.
Mas Teerã fechou o estratégico Estreito de Ormuz e, desde segunda-feira, Washington vem impondo um bloqueio a embarcações provenientes ou com destino a portos iranianos.
"O esporte deve ser mantido fora da política", disse Infantino na quarta-feira.
"Claro, não vivemos na Lua. Vivemos no planeta Terra. Mas se não restar mais ninguém que acredite em construir pontes e mantê-las intactas e unidas, então nós faremos esse trabalho", acrescentou ele.
Ele também disse que a maior Copa do Mundo já organizada (em três países e com 48 equipes participantes) será “um sucesso” se se mostrar “bem sucedida do ponto de vista da segurança, ou seja, sem incidentes, e do ponto de vista do futebol, com grandes partidas e futebol emocionante.”
Com conteúdo da AFP*
Este artigo foi traduzido para inglês por Inteligência Artificial. Você pode ler a versão original em 🇧🇷 aqui.