Chelsea 2-2 Leeds: equipa de Liam Rosenior desmorona em Stamford Bridge, desperdiça vantagem de dois golos após erros defensivos grotescos, e Cole Palmer deixa o relvado furioso após falhar um dos golos perdidos da temporada
Fica claro que não era a noite dele quando, já no fim dos seis minutos de acréscimos, Cole Palmer falhou um gol completamente aberto a três jardas, mandando a bola para a arquibancada Matthew Harding.
Liam Rosenior só pode se perguntar como sua equipe não chegou a cinco vitórias em cinco na Premier League sob seu comando, depois de abrir dois gols de vantagem e desperdiçá-la em um colapso diante do Leeds United, provocado por seus próprios erros.
Primeiro, Moises Caicedo cometeu um pênalti, sofrido por Jayden Bogle e convertido por Lukas Nmecha, mas depois veio um dos gols mais bizarros vistos em Stamford Bridge nos últimos tempos. Do ponto de vista defensivo, seria difícil encontrar lance pior.
Tudo começou quando o Leeds lançou uma bola alta ao terço final, aparentemente sem perigo. No entanto, a partir daí, a jogada virou uma autêntica cena digna da música de Benny Hill.
Trevoh Chalobah tentou interceptar a bola que caía, mas falhou. Caicedo foi para o desarme, mas também não conseguiu. Josh Acheampong parecia ter a chance de afastar após disputar com Bogle, mas não afastou. Robert Sanchez saiu de forma precipitada para tentar agarrar a bola, mas não conseguiu. No fim, deixou o gol vazio para Noah Okafor empurrar para as redes e empatar.
O VAR analisou um possível toque de mão de Bogle, mas decidiu não aliviar o constrangimento do Chelsea. Somado a isso, foi uma enorme oportunidade desperdiçada pela equipe de Rosenior na luta por um lugar no top 4, após uma janela de janeiro em que não contratou um zagueiro central, apesar de deixar claro que buscava um reforço para a posição.
Cole Palmer desperdiçou uma chance dolorosa nos minutos finais, e o Chelsea deixou escapar a vantagem de dois gols

O Leeds conseguiu empatar após uma sequência caótica de acontecimentos na área dos anfitriões

O erro de Palmer nos acréscimos só tornou tudo ainda pior.
Perdendo por 2 a 0 em Stamford Bridge, o que fizeram os torcedores do Leeds no setor visitante? Continuaram cantando. Cantaram sobre seguir marchando juntos, sobre amar o Leeds até morrer e sobre os torcedores do Chelsea não cantarem mesmo estando na frente.
Eles foram recompensados pela lealdade, embora também tenham contado um pouco com a ajuda do Chelsea. Foi no confronto anterior, em Elland Road, que Daniel Farke, então pressionado no cargo, mudou seu esquema tático e venceu por 3 a 1 os visitantes, na época comandados por Enzo Maresca.
Isso deu início a uma excelente sequência sob o comando de Farke, e o espírito demonstrado aqui ao se recusar a ser derrotado resumiu toda a atitude da equipe. Se conseguirem se manter, vão olhar para esses confrontos com o Chelsea como uma das razões importantes para isso.
Quem era o ponta esquerda do Chelsea neste lance? Parece uma pergunta simples. Se fosse tão fácil responder. Quando Rosenior é o treinador da equipe que você está analisando, não é.
Muito dependia da tática de Rosenior, porque, se algo ficou claro no seu primeiro mês no comando, é que seus esquemas têm mais rotações do que uma máquina de lavar.
Às vezes, Palmer aparecia pela ponta esquerda. Em outras, era Enzo Fernández. Ainda assim, havia um plano claro quando o Chelsea tentava construir a jogada desde a defesa.
Nesse cenário, Marc Cucurella ocupava a posição mais aberta e adiantada pela esquerda, numa decisão inteligente. Isso permitiu que Fernández e Palmer se mantivessem por dentro como uma dupla de meias ofensivos, com o argentino no espaço interior esquerdo e o inglês no direito.
Os fiéis torcedores do Leeds, que viajaram de Yorkshire no meio da semana, foram recompensados pelo apoio incansável

Andrey Santos esteve bem posicionado em uma das jogadas ensaiadas de Liam Rosenior para iniciar a construção do gol de abertura

Essa jogada ficou clara no lance do primeiro gol do Chelsea, aos 24 minutos. Andrey Santos dominou no meio-campo defensivo e enfiou passe para Palmer, que girou e serviu João Pedro. O brasileiro de 24 anos encobriu o goleiro do Leeds, Karl Darlow, e marcou seu sexto gol desde que Rosenior substituiu Enzo Maresca no mês passado.
O Chelsea exibiu um futebol sublime no primeiro tempo, enquanto Cucurella foi substituído no intervalo.
O Chelsea marcou o segundo gol quando João Pedro sofreu pênalti após Jaka Bijol empurrá-lo inexplicavelmente pelas costas com as duas mãos — uma repetição do que Yerson Mosquera, do Wolves, havia feito com ele no Molineux no sábado.
Está claro que há algo no atacante do Chelsea que faz os defensores perderem momentaneamente a cabeça. Palmer fez o 2 a 0, mas a alegria do Chelsea durou pouco, e o inglês deixou o campo direto para o túnel após o apito final, visivelmente arrasado consigo mesmo.