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Chelsea precisa vencer a FA Cup para dissipar as nuvens em uma temporada turbulenta

Blues tentam pôr fim à má fase no duelo das quartas de final contra o Port Vale após novela de Enzo Fernández aumentar os problemas

Nunca há um dia tranquilo. A pausa internacional costuma tirar os clubes dos holofotes por um tempo. No Chelsea, não. Desta vez, não.

Estes têm sido dias particularmente difíceis para a máquina de relações públicas do Chelsea. O clube, já abalado por quatro derrotas consecutivas pela primeira vez desde 2023, foi ainda mais atingido por comentários inflamados de jogadores-chave como Marc Cucurella e Enzo Fernández, que criticaram a forma como é administrado e a direção geral.

Um prejuízo anual recorde na Premier League, de 262 milhões de libras antes de impostos, também não ajudou, mas foram os comentários de Fernandez que realmente roubaram a cena.

Três semanas depois de beijar o escudo do Chelsea após marcar contra o Paris Saint-Germain, o argentino colocou seu futuro em séria dúvida em entrevistas separadas, alimentando especulações e praticamente abrindo as portas para uma investida do Real Madrid.

Não é assim que funciona. E não é assim que nenhum jogador deve agir, sobretudo sendo vice-capitão e um dos poucos líderes do grupo.

Fernandez foi deixado de fora das partidas contra o Port Vale, pelas quartas de final da FA Cup no sábado, e contra o Manchester City, que briga pelo título, na Premier League na próxima semana.

As declarações de Cucurella tiveram mais contexto e não foram tão pouco profissionais quanto a pública aproximação de Fernández ao Real, por isso ele está disponível para o jogo contra o Port Vale.

É um jogo em que Liam Rosenior não tem necessidade real de rodar a equipa — com a semana livre pela frente —, mas precisa garantir que os seus jogadores apareçam.

Os Valiants são os últimos colocados da League One e parecem um adversário acessível, mas a rodada anterior da competição, em que o Wrexham levou o jogo para a prorrogação, serve de alerta para manter a concentração e não subestimar rivais de divisões inferiores.

Contra o Cardiff, da League One, nas quartas de final da Copa da Liga em dezembro, o Chelsea teve atuação apenas mediana e avançou com dificuldade.

Esta é uma chance real em uma temporada turbulenta, marcada pela troca de treinador, muitos problemas fora de campo e uma eliminação humilhante na Liga dos Campeões diante de uma equipe que expôs de forma cruel o quanto o Chelsea ainda está distante da verdadeira elite.

Um encontro em Wembley e uma semifinal para elevar a moral aguardam os Blues, se eles conseguirem deixar para trás três semanas de marasmo e sair da má fase em Stamford Bridge.

A partida chega cedo demais para Reece James e Trevoh Chalobah, mas Estevão volta a ficar à disposição após uma lesão no tendão da coxa.

Sua astúcia e criatividade podem ser uma arma crucial, não só contra o Port Vale, mas também na reta final da temporada, em que a classificação para a Liga dos Campeões é o principal objetivo do Chelsea — e um desafio que já se mostra muito duro.

Qualquer título seria um consolo bem-vindo caso eles não consigam atingir esse objetivo. Por isso, será ainda mais importante acertar no sábado e avançar.

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