Cunha descarta “vingança” contra a Croácia e promete um Brasil ofensivo
O atacante Matheus Cunha descartou qualquer sentimento de revanche contra a Croácia no amistoso desta terça-feira, o último do Brasil antes da convocação final para a Copa do Mundo. A bola rola às 21h (de Brasília), no Camping World Stadium, em Orlando, na Flórida.
Este será o primeiro encontro do Brasil com a Croácia desde a eliminação da Seleção nas quartas de final da Copa do Mundo de 2022, no Catar. Na ocasião, os croatas venceram o Brasil nos pênaltis. Para Matheus Cunha, porém, o contexto é diferente quatro anos depois.
"Assim como Croácia e França, eles são duas seleções da mais alta prateleira do futebol mundial. Em geral, não temos muita experiência contra eles; normalmente enfrentamos equipes sul-americanas, então é ótimo ter essas oportunidades para nos prepararmos melhor. Não há como encarar isso como revanche — é um grupo diferente, e vemos isso como uma oportunidade. Como em qualquer outro jogo, queremos entrar em campo e sair com a vitória, independentemente de ser um amistoso. Vestindo esta camisa, não há outro pensamento além de vencer a partida", disse o jogador.
– Segunda-feira, 30 de março de 2026
Cunha também projetou o amistoso contra a Croácia. O jogador do Manchester United destacou o estilo de jogo dos croatas e previu que Ancelotti pode escalar um meio-campo mais povoado, mas garantiu que a Seleção não abrirá mão da postura ofensiva, que se tornou uma marca da equipe sob o comando do técnico italiano.
“Taticamente, ele sempre conversa conosco para que possamos nos adaptar de acordo com o adversário. A França apresentou um jogo um pouco mais parecido com o nosso. A Croácia tem um estilo um pouco diferente, com um meio-campo mais compacto. Sem dúvida, ele [Ancelotti] vai nos preparar para enfrentar esse meio-campo de uma maneira diferente, mas sem perder a nossa identidade — um jogo muito ofensivo, com muitos atacantes, porém um pouco mais estruturado. Ele ainda não nos deu a definição final 100%; ainda temos o treino de hoje, mas está muito claro que faremos de tudo para estar sempre prontos e disponíveis para o que ele quiser”, disse.
Derrota para a França não abalou a confiança da seleção brasileira, diz Cunha, que ainda vê ampla margem para evolução a dois meses da Copa do Mundo. Na última quinta-feira, o Brasil perdeu por 2 a 1, mesmo com um jogador a mais em campo, no primeiro amistoso desta janela da FIFA.
"Isso não mudou nada na nossa confiança. Tudo o que vocês, como jornalistas e torcedores, e nós, como jogadores, temos é a mesma ideia do que fazer, do que queremos — se Deus quiser, ser campeões do mundo. Queremos deixar nossa marca na história. Saber que estamos neste estádio, tão perto da Copa do Mundo e em jogos como este, apesar da derrota, também nos dá certa tranquilidade por sabermos que temos um caminho. Eles tiveram muito mais tempo e preparação e, mesmo com as nossas dificuldades, sentimos que poderíamos ter saído com a vitória. É bom saber que temos uma grande margem para evoluir e, se seguirmos nesse caminho, com preparação e foco, chegaremos lá com muita humildade e, esperamos, realizaremos nosso sonho", disse ele.
Por fim, Cunha também foi questionado sobre por que os principais jogadores de ataque da Seleção ainda não conseguiram repetir pela equipe nacional o desempenho que têm em seus clubes. O atacante minimizou a pressão como fator principal e apontou a falta de entrosamento, devido ao curto tempo de treinos.
"Dentro de todas as expectativas que colocam sobre nós, também temos as nossas. Queremos mostrar tudo o que sabemos e deixar todos orgulhosos, mas acredito que há muitos obstáculos. Cada um vem de um clube diferente, com formações diferentes. Claro que ficamos decepcionados quando não conseguimos entregar o que tanto queremos, como na derrota para a França. Não acho que seja tanto uma questão de chegar à seleção e ter um peso diferente, uma pressão diferente", disse ele.
"Estar aqui é um enorme privilégio e vir para cá... para mim, é a camisa mais pesada do futebol mundial. Trata-se muito mais de adaptação. Chegamos muito animados para nos adaptar, entender e fazer o que sempre quisemos. Mas está muito claro que o objetivo final é a Copa do Mundo, onde teremos um período maior, mais preparação e mais entrosamento. Dentro disso, trata-se do pouco tempo que temos para nos adaptar e mudar a chave, mais do que da pressão em si. Chegar, se adaptar e tentar entregar o que sempre queremos, mesmo com pouco tempo", concluiu Matheus Cunha.
Este artigo foi traduzido para o inglês por Inteligência Artificial. Você pode ler a versão original em 🇧🇷 aqui.