As três principais conclusões de David Lynch após o empate do Liverpool com o Leeds United
O empate sem gols do Liverpool em Anfield contra o recém-promovido Leeds United levanta mais perguntas do que respostas, especialmente para Arne Slot. O desempenho até pode ter sido superior nas estatísticas — 19 finalizações a 4, 1,96 de xG contra 0,68 — mas, como destacou David Lynch em seu canal no YouTube, “o Liverpool controlou o jogo, dominou o jogo... mas, claro, não venceu”.
Em um contexto mais amplo, este não é apenas mais um mau resultado isolado. “É difícil afastar a sensação de que eles simplesmente não estão jogando bem no momento”, afirmou Lynch. Apesar de uma sequência de oito jogos sem perder, as fragilidades já aparecem. O Liverpool de Slot empatou duas vezes com o Leeds nesta temporada, uma equipe que luta contra o rebaixamento. “Dois empates contra o Leeds nessa sequência... são bastante decepcionantes”, acrescentou Lynch, destacando a diferença entre os resultados e as expectativas.
A mudança tática de Arne Slot para um futebol mais conservador deu mais estabilidade ao Liverpool, mas teve um custo. “A equipe é menos expansiva, menos aberta, e acho que isso teve um efeito realmente prejudicial no ataque”, observou Lynch. O Liverpool pode estar mais difícil de ser batido, mas o brilho que antes definia seu ataque está claramente ausente.
A falta de objetividade ficou evidente contra o Leeds. Apesar do alto volume de finalizações, Lynch destacou: “Eles criaram uma grande chance... isso provavelmente mostra que o Liverpool estava produzindo muitas oportunidades de baixa qualidade.” A ausência de atacantes-chave, como Mohamed Salah e o reforço de verão Isak, não ajudou, mas a falta de precisão no terço final virou um problema sistêmico.
O desafio de Slot agora está claro: “Ele precisa mostrar ao time como é um gol do Liverpool entre agora e o fim da temporada.” Como resumiu Lynch, sem rodeios: “Empate em 0 a 0 com o Leeds certamente não traz resultados, não é?”
Os problemas de Slot não podem ser dissociados de uma tendência mais ampla da Premier League. Lynch fez uma observação contundente: “Muitas equipas estão a fazer o que o Leeds faz hoje: bloco baixo, aversão ao risco e foco em bolas paradas e contra-ataques.” Essa mudança tornou o futebol ofensivo e expansivo mais difícil de executar. O impacto atinge até os clubes de elite. “O City está longe do seu melhor nível... e o Liverpool, claramente, ainda mais distante.”
Lynch apontou uma transformação tática em toda a liga e questionou: “Aquele tipo de futebol que vimos no Liverpool há três ou quatro anos ainda é possível?” Segundo ele, o Arsenal passou a simbolizar o novo estilo funcional e eficiente. O tempo do futebol vistoso pode ter ficado para trás, substituído pelo pragmatismo — e os resultados agora são a nova moeda do sucesso.

Foto: IMAGO
Apesar da decepção, Lynch destacou alguns pontos positivos. Ryan Gravenberch impressionou atuando mais recuado: “Ele encurralou completamente o Leeds... parecia recuperar a bola em zonas altas para travar os contra-ataques.” O meio-campista holandês somou 11 recuperações e venceu três duelos no chão, mostrando crescente adaptação como volante.
Ibrahima Konaté também teve uma atuação sólida, com Lynch destacando: “Ele venceu mais duelos do que qualquer outro... 10 de 10”. Com sete cortes e 11 passes para o terço final, Konaté mostrou por que o Liverpool segue determinado a renová-lo com um contrato de longo prazo, mesmo em meio às especulações.
Entre os destaques, o jovem Rio Ngumoha encerrou em alta. “Ele pareceu ser o melhor driblador em campo pelo Liverpool”, disse Lynch, sugerindo que o ponta pode ter um papel maior na segunda metade da temporada.