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A FIFA encerra a reviravolta da Itália na Copa do Mundo, enquanto a posição do Irã gera reação global.

A FIFA não tem planos de substituir o Irã pela Itália na Copa do Mundo deste verão, apesar de uma proposta ligada a aliados de Donald Trump. A sugestão veio de Paolo Zampolli, que disse ao Financial Times ter recomendado tanto a Trump quanto ao presidente da FIFA, Gianni Infantino, que a seleção italiana ocupasse o lugar do Irã no torneio.

A FIFA deixa clara sua posição sobre uma controvérsia crescente

A reação do Irã foi imediata e contundente. Funcionários da Embaixada Iraniana descreveram a proposta como "falência moral", defendendo o direito de sua equipe de competir após se classificar, assim como qualquer outra nação que participará da Copa do Mundo.

Mesmo na Itália, a ideia não foi bem recebida. Autoridades do governo e líderes esportivos, incluindo o ministro da Economia, Giancarlo Giorgetti, e o presidente do Comitê Olímpico, Luciano Buonfiglio, enfatizaram um princípio fundamental: você conquista seu lugar no campo, não através da política.

Infantino já havia sido claro dias antes em relação à participação da nação do Oriente Médio: "O Irã virá, com certeza."

A incerteza decorre das tensões geopolíticas em curso entre o Irã, os Estados Unidos e Israel. As preocupações com segurança e logística levantaram dúvidas sobre o envolvimento do Irã, embora a equipe tenha garantido sua vaga por meio da qualificação. No entanto, os regulamentos da FIFA dão à organização controle total apenas em casos extremos, normalmente envolvendo desistências formais ou sanções, e não propostas políticas.

Atualmente, não há nenhuma indicação de que o Irã será excluído. O torneio, que será sediado nos Estados Unidos, Canadá e México, prosseguirá com esta situação sob vigilância atenta durante toda a competição.

Às vezes, o futebol pode se entrelaçar com a política e até ser moldado por ela. Mas, por enquanto, a Copa do Mundo de 2026 parece estar mantendo sua posição, mantendo-se fiel à justiça, às regras e ao princípio mais essencial do esporte: o fair play.

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