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Vinicius Jr recebe apoio de Lewis Hamilton após denúncias de racismo

A mais recente noite da Liga dos Campeões no Estádio da Luz teve mais do que o resultado em foco, depois de Vinícius Júnior alegar ter sido alvo de insultos racistas por parte de Gianluca Prestianni durante o confronto entre o Real Madrid e o Benfica.

O incidente levou a uma investigação formal da UEFA e gerou apoio global, incluindo do heptacampeão mundial de Fórmula 1, Lewis Hamilton.

Hamilton, uma das vozes mais ativas contra o racismo no esporte mundial, manifestou apoio a Vinicius em seus stories do Instagram.

O piloto da Ferrari repostou uma mensagem da conta oficial do futebol brasileiro: "Estamos com você, @vinijr", publicou Hamilton.

Hamilton há muito usa sua plataforma na Fórmula 1 para denunciar a injustiça racial e a discriminação, tornando seu apoio esperado, mas significativo.

A sua intervenção mostra como os incidentes no futebol têm cada vez mais repercussão além das fronteiras do desporto, com milhões a assistir aos jogos em todo o mundo — incluindo celebridades.

Como o episódio feio se desenrolou

As câmeras de televisão flagraram, já perto do fim do jogo de terça-feira pelo play-off da Liga dos Campeões, o momento em que os dois jogadores trocaram palavras junto à linha do meio-campo.

Prestianni pareceu cobrir a boca com a camisa ao falar, gesto que provocou uma reação imediata de Vini Jr.

O atacante brasileiro alertou o árbitro, e a partida foi interrompida brevemente. Segundo relatos após o jogo, o jogador de 25 anos informou aos oficiais que havia sido alvo de insultos racistas.

Benfica e Prestianni negaram as acusações, mas a onda de indignação no mundo do futebol e do desporto indica que o caso está longe de arrefecer.

O incidente não terminou com o apito final. Após o jogo, o companheiro de equipa de Vinicius, Kylian Mbappé, terá afirmado que um termo racista foi dirigido várias vezes ao brasileiro durante o confronto.

Essas alegações foram veementemente rejeitadas pelo Benfica, que sustenta que Prestianni disse algo diferente e nega qualquer intenção racista.

O próprio Vinicius se manifestou nas redes sociais após a partida.

Sem citar Prestianni diretamente, ele escreveu que os racistas são "covardes" que se escondem atrás de gestos — interpretação amplamente vista como uma referência ao gesto de cobrir a boca captado pelas câmeras.

O atacante já falou abertamente sobre ter sido alvo de insultos racistas durante jogos na Espanha, e a alegação feita na terça-feira reacendeu debates mais amplos sobre o racismo no futebol europeu.

UEFA abre investigação

A UEFA nomeou entretanto um inspetor de ética e disciplina para investigar o que aconteceu no Estádio da Luz.

O órgão dirigente ainda não fez novos comentários, mas a nomeação indica a seriedade com que está a tratar a acusação.

A visibilidade deste caso aumenta a pressão não apenas sobre a investigação da UEFA, mas também sobre a forma como o futebol reage a alegações recorrentes envolvendo jogadores de alto perfil.

Vinícius é uma das figuras mais proeminentes do futebol, e episódios anteriores já resultaram em detenções, sanções a estádios e num debate renovado sobre se as entidades dirigentes estão a fazer o suficiente. Cada novo caso não é visto de forma isolada, mas como parte de um padrão mais amplo.

Para o Benfica e Prestianni, a investigação envolve tanto a reputação quanto o respeito ao devido processo. Para a UEFA, é mais um teste ao seu quadro disciplinar, num momento de forte escrutínio sobre os protocolos contra o racismo.

O desfecho — seja com sanções, absolvição ou resultados inconclusivos — provavelmente influenciará a forma como futuras alegações em campo serão tratadas.

O inspetor de ética e disciplina da UEFA irá recolher provas, incluindo relatórios de jogo, imagens de transmissão e declarações dos envolvidos. Ainda não foi anunciado um calendário para as conclusões, mas o mundo do futebol acompanhará de perto quaisquer novidades.

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