Hansi Flick não tem escolha a não ser experimentar com o Barcelona
O Barcelona regressa à LaLiga no sábado, 22 de outubro, num jogo difícil contra o Athletic Club. É sempre um encontro complicado devido ao potencial do adversário, mas torna-se ainda mais complexo devido às ausências no plantel blaugrana para este confronto. É verdade que Flick poderá recuperar, se não surgirem contratempos de última hora, Joan Garcia e Raphinha, mas o treinador blaugrana encara este jogo com um sério problema no meio-campo.
Pela primeira vez desde que está no banco do Barcelona, ele não poderá contar com seus três melhores meio-campistas: Pedri, Frenkie de Jong e Gavi. Este último não é novidade, pois está lesionado há alguns meses após passar por uma cirurgia de menisco e ainda tem vários meses pela frente até retornar, já que a previsão é que o faça entre janeiro e fevereiro do próximo ano. No entanto, a ausência dos outros dois é mais grave, pois eles formam a dupla titular do duplo pivô.
A suspensão de De Jong
O holandês não poderá jogar após ter sido expulso no último jogo contra o Celta. Na quinta-feira, o Comitê de Competição confirmou uma suspensão de um jogo. Pedri, por sua vez, também não poderá jogar porque ainda não se recuperou de sua lesão. O canário está melhorando consideravelmente, mas não estará pronto a tempo para o jogo contra o Athletic. Portanto, Flick não tem escolha a não ser improvisar no meio-campo.
Casado visa o título
Marc Casado parece ter a posição assegurada. É o jogador que tem atuado quando foi necessário dar descanso aos titulares. É verdade que não pôde jogar contra o Celta por sentir desconforto durante o aquecimento, mas neste momento já está recuperado e tudo indica que estará no onze inicial contra os Rojiblancos.
A falta de ritmo de Bernal
As outras opções de Flick são variadas. Uma seria alinhar Marc Bernal ao lado de Casado no duplo pivô. É a sua posição natural, mas o problema é que ele quase não teve minutos esta temporada. A sua participação tem sido mínima - apenas 32 minutos em todas as competições - o que dificulta que ele seja titular devido à falta de ritmo de jogo.
Eric e Christensen
A partir daí, Flick terá que procurar jogadores de outras posições para preencher as lacunas. Se olhar para a defesa, ele descobrirá que Eric García e Christensen podem atuar naquele duplo pivô. Não é uma posição desconhecida para eles, pois nesta temporada já jogaram alguns minutos nessa posição. É provável que um dos dois acompanhe Casado no meio-campo.
Dani Olmo e Fermin
A outra opção vem das posições de ataque. Tanto Fermin quanto Olmo podem jogar nessa posição, embora não seja de forma alguma sua posição natural. Olmo já jogou alguns minutos nessa posição nesta temporada. Ele é capaz, mas longe da área, perde parte de sua eficácia goleadora. O mesmo vale para Fermin: basta olhar para o número de gols que ele marcou para entender que, quanto mais longe ele está do gol adversário, menor é o perigo que gera.
Retoque no sistema
Flick também poderia modificar o sistema e jogar com um único pivô e dois médios. Isso permitiria, caso Fermín e Olmo jogassem, ajudar no centro do campo, mas também ficar perto da área adversária. A volta de Raphinha também será importante para a equipe manter seu poder ofensivo.