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Chegou ao fim o tempo de Thomas Frank no Tottenham?

Thomas Frank não deixará o Tottenham Hotspur antes do jogo de amanhã pela Liga dos Campeões contra o Borussia Dortmund, mas sua situação no clube está sendo reavaliada.

Frank chegou do Brentford no verão cercado de grandes expectativas, com a missão de recuperar um Tottenham que havia caído para o 17º lugar na Premier League da última temporada.

Os londrinos do norte não terminavam uma campanha na elite em posição tão baixa desde o rebaixamento de 1977, e Ange Postecoglou foi demitido apesar do título da Liga Europa, que encerrou um jejum de 17 anos sem troféus.

Frank construiu uma excelente reputação na capital com o Brentford. Levou os Bees ao acesso à Premier League e, talvez de forma ainda mais impressionante, à consolidação na elite.

Sob o seu comando, o Brentford não terminou abaixo do 16º lugar em nenhuma das quatro temporadas na elite e ficou na metade de cima da tabela em duas ocasiões. O rebaixamento raramente foi uma preocupação, apesar das frequentes saídas de peças-chave e de uma das folhas salariais mais baixas da Premier League.

Frank conquistou a chance de comandar um clube maior, mas a adaptação tem sido difícil. A qualidade nas bolas paradas desenvolvida no Brentford ficou evidente, porém o Spurs tem sofrido em jogo corrido, travado pela falta de criatividade. Com James Maddison e Dejan Kulusevski fora, e Xavi Simons ainda se adaptando ao futebol inglês, houve pouca inovação.

O Spurs já perdeu seis vezes em casa na Premier League nesta temporada. A mais recente, contra o West Ham em crise, terminou com os rivais londrinos saindo do Norte de Londres com uma vitória no último lance. A irritação ficou evidente ao apito final, com vaias vindas das arquibancadas, enquanto Frank ouviu os já conhecidos cânticos sobre a segurança de seu cargo.

Os números não são animadores: Frank tem a pior média de pontos por jogo entre os últimos oito treinadores do Spurs.

Sua média de 1,32 ponto por jogo fica muito abaixo da de André Villas-Boas (1,91), Mauricio Pochettino (1,84), Antonio Conte (1,78) e José Mourinho (1,77). Para preocupação do Spurs, ela também é inferior à de Nuno Espírito Santo (1,65) e do antecessor Postecoglou (1,52).

O desempenho de Frank representa uma ligeira melhora em relação aos desastrosos 38 pontos de Postecoglou na liga em 2024-25, mas será preciso muito mais do que isso.

Nas últimas cinco temporadas, o Spurs é o quinto clube que mais gastou na Premier League e o quarto em gasto líquido. Sua folha salarial é a sexta mais alta da divisão. No mínimo, seus recursos exigem uma briga por vaga nas competições europeias.

Paciência é necessária em qualquer reconstrução, mas ela já parece estar se esgotando. Frank é uma figura simpática, porém ainda não conquistou a torcida do Spurs. A derrota para o West Ham pode ter sido o golpe fatal em seu comando.

O Borussia Dortmund visita o norte de Londres amanhã para um duelo que pode ser decisivo. Se não corresponder, o destino estará traçado. Ele já é apontado como favorito para ser o próximo da Premier League

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