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Jürgen Klinsmann: "Se Lamine Yamal e Musiala fossem italianos, provavelmente estariam jogando na Serie B"

A grave crise do futebol italiano voltou ao centro do debate após a recente eliminação nos playoffs da Copa do Mundo de 2026, depois de a Bósnia e Herzegovina vencer nos pênaltis por 4 a 1, após empate em 1 a 1 no tempo regulamentar em 31 de março.

Jürgen Klinsmann, ex-jogador da Alemanha e ídolo da Inter de Milão, conhece essa situação de perto e foi direto ao apontar o atual estado do futebol italiano, explicando um problema que se arrasta há anos.

Klinsmann critica a falta de confiança nos jovens jogadores

Com a ausência na Copa do Mundo de 2026 agora confirmada, a seleção italiana chegará a 12 anos sem sequer se classificar para o torneio e a 20 anos sem disputar uma única partida de mata-mata em um Mundial. Algo sem precedentes e impensável para uma tetracampeã.

Diante disso, o ex-astro de 61 anos criticou duramente o sistema de futebol do país e afirmou que a falta de confiança em jogadores novos e mais jovens é a raiz do problema. Para ilustrar o impacto, ele comparou a situação a estrelas atuais como Lamine Yamal e Musiala:

"Eles estão pagando o preço pela falta de líderes, de jogadores tecnicamente qualificados e de confiança nos jovens. Na Itália, Lamine Yamal e Musiala provavelmente estariam jogando na Serie B para ganhar experiência. E isso não pode acontecer", disse ele à RAI (via Sport).

Para Klinsmann, grande parte da responsabilidade também recai sobre treinadores que passaram anos priorizando abordagens táticas mais defensivas:

"A cultura tática também é um obstáculo. Muitos treinadores, ainda hoje, trabalham com o objetivo de não perder, em vez de querer vencer a qualquer custo. E estes são os resultados", acrescentou.

Atualmente nos EUA, o ex-jogador da Inter relembrou como viveu a eliminação a milhares de quilômetros de casa: "Sofri muito com meus amigos italianos em Los Angeles. Na noite após a partida, tive dificuldade para dormir", revelou.

Essas opiniões ampliam o debate sobre a necessidade de reformas profundas na formação de talentos e na filosofia de jogo do futebol italiano, especialmente após o fracasso da Azzurra nas eliminatórias da Copa do Mundo.

Enquanto isso, Gennaro Gattuso renunciou ao cargo de técnico da Itália, assim como Gabriele Gravina, presidente da Federação Italiana de Futebol (FIGC), e Gianluigi Buffon, lendário goleiro da Nazionale, que deixou a função de chefe da delegação da Azzurra.

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