O número de futebolistas envolvidos em uma rede de prostituição e drogas sobe para 70
O jornal italiano 'La Gazzetta dello Sport' amplia para 70 jogadores o número de futebolistas envolvidos no chamado 'caso das acompanhantes' na Itália. O serviço oferecido a clientes abastados (futebolistas, estrelas do esporte, celebridades e empresários) era abrangente: um jantar com espetáculo em um restaurante luxuoso na área mais exclusiva de Milão, seguido pela opção de continuar a noite em clubes ou em seus quartos de hotel.
Acredita-se que pelo menos 70 futebolistas tenham participado de festas organizadas pela agência de eventos Ma. De. Milano, que está sendo investigada por exploração e cumplicidade em prostituição.
"Tenho um amigo piloto de Fórmula 1 que quer uma namorada remunerada. Podemos encontrar uma?", foi registrado em uma das escutas telefônicas.
Naquelas noites, as meninas que trabalhavam para a agência eram convidadas a fazer sexo em troca de dinheiro com os clientes.
O caso também revela episódios mais delicados, como o de uma jovem que teria engravidado após um encontro com um jogador de futebol. "Não conte para ninguém... Fiz o teste, estou grávida de três semanas".
Os nomes de código usados para se referir aos "clientes", que não estão sob investigação
Lorenzo Cascini relata que "pelo menos 70 jogadores de futebol terão participado em festas organizadas pela agência de eventos Ma. De. Milano, que está sob investigação por exploração e cumplicidade em prostituição".
A agência de notícias ANSA informou que os supostamente envolvidos no esquema incluem jogadores da Série A do Inter, Milan, Juventus, Verona, Torino, Monza e Sassuolo.
Os nomes dos empresários e jogadores foram omitidos na ordem judicial, embora a imprensa italiana já tenha publicado os nomes-chave que foram usados para se referir aos chamados "clientes": Bastoni, Bellanova, Blisseck, Hakimi, Coutinho, Skriniar, Carlos Augusto, De Winter, Leao, Giroud ou Menez. Nenhum deles está sob investigação, pois, como clientes, não cometeram nenhum crime.
"Infelizmente, não é um crime, não é classificado como tal. As meninas foram totalmente complacentes, então não há violência; nenhuma indicação de violência surgiu nos atos da investigação", informou a Guardia di Finanza.
Na investigação do Ministério Público de Milão, coordenada pela procuradora adjunta Bruna Albertini, não foi determinado quantas pessoas usaram os serviços de escolta e de droga (óxido nitroso) oferecidos.
Os proprietários da agência, Emanuele Buttini e Deborah Ronchi, e dois de seus colaboradores, Alessio Salamone e Luan Fraga, foram colocados em prisão domiciliar.