O colapso do Real Madrid na La Liga explicado por números defensivos brutais
A temporada 2025/26 do Real Madrid sofreu uma queda dramática, e os números explicam claramente por que seu desafio pelo título da La Liga desapareceu tão rapidamente.
Sob o comando de Álvaro Arbeloa, o Real Madrid inicialmente mostrou sinais promissores, com momentos em que a equipe parecia equilibrada e capaz de competir em várias frentes.
Mas esse otimismo rapidamente desapareceu, substituído por inconsistência e erros custosos, e o resultado é apenas uma vitória em seus últimos seis jogos em todas as competições.
Essa sequência já lhes custou a eliminação da Liga dos Campeões da UEFA e praticamente entregou o título da La Liga ao Barcelona.
No entanto, o problema mais profundo reside no seu histórico defensivo.
Dados recentes destacam uma tendência preocupante, já que o Real Madrid sofreu gols em 10 partidas consecutivas do campeonato, totalizando 13 gols sofridos nesse período.
É a pior sequência sem manter o manto inviolado numa única temporada da La Liga desde 2004, quando uma equipa treinada por Carlos Queiroz esteve 20 jogos sem impedir os adversários de marcar.
Notavelmente, este não é um problema isolado. Tornou-se um padrão.
– Sexta-feira, 24 de abril de 2026
Simplificando, o Real Madrid não conseguiu manter os adversários em silêncio contra uma ampla gama de equipas, incluindo Real Betis, Alavés, Girona, Mallorca, Atlético de Madrid, Elche, Celta de Vigo, Getafe, Osasuna e Real Sociedad.
A última vez que o Madrid conseguiu um jogo sem sofrer golos foi em 9 de fevereiro, na vitória por 2-0 sobre o Valencia.
Desde então, todos os jogos da liga seguiram o mesmo roteiro – sofrer gols e perder o controle dos momentos decisivos.
Essa fragilidade defensiva impactou diretamente os resultados. Além de sofrer gols regularmente, o Madrid também perdeu pontos em três de seus últimos cinco jogos no campeonato, prejudicando ainda mais qualquer esperança de uma arrancada tardia pelo título.
Mais importante ainda, isso não se trata apenas de erros individuais, pois aponta para problemas estruturais, falta de organização, má gestão de jogo e uma incapacidade de manter o foco durante os 90 minutos.
Em temporadas anteriores, o Madrid podia contar com o seu ataque para compensar as falhas defensivas, mas desta vez, esse equilíbrio está ausente.
Conceder primeiro ou falhar em proteger vantagens tornou-se um tema recorrente, e isso está custando caro a eles.