Os dois times aos quais Fede Valverde gostaria de se juntar ao deixar o Real Madrid: "Eu iria até de graça"
Federico Valverde, um dos meio-campistas mais completos do futebol mundial, falou sobre seu futuro após o Real Madrid e revelou dois clubes que têm um lugar especial em seu coração: Peñarol e River Plate.
Em participação no programa de YouTube Terapia Picante, o internacional uruguaio falou sobre a própria infância, a sua trajetória no futebol e onde se vê quando a sua passagem pelo futebol europeu chegar ao fim.
Apesar de ser atualmente uma peça-chave do Real Madrid, onde se tornou um jogador versátil e decisivo, Valverde deixou claro que suas ambições de longo prazo estão ligadas ao futebol sul-americano e ao legado pessoal, e não ao ganho financeiro.
"Eu amo o Peñarol. Minha família inteira torcia pelo Peñarol e íamos ao estádio sempre que podíamos.
"Eu adoraria encerrar minha carreira no futebol conquistando algo importante com o Peñarol e com o Uruguai", disse o meio-campista.
Sua ligação emocional com o Peñarol, onde começou a carreira profissional, segue forte.
Para Valverde, um retorno não seria apenas simbólico, mas a realização de um sonho de toda a vida ligado à família, à identidade e ao orgulho nacional.
Um retorno dos sonhos moldado por lealdade e paixão
Embora o Peñarol pareça ser seu destino final, Valverde também reconheceu uma profunda admiração pelo River Plate, um dos clubes mais históricos da Argentina.
Seu carinho pelo time de Buenos Aires vem desde a infância, quando o acesso às transmissões de futebol no Uruguai moldou seus hábitos como torcedor.
"Quero chegar em boas condições, não gostaria de ir para lá para ganhar dinheiro sem jogar; na verdade, eu iria até de graça para o Peñarol, mas não para o River", explicou.
A declaração destaca tanto sua lealdade ao Peñarol quanto seu respeito pelo River Plate, além de reforçar seu desejo de contribuir de forma significativa, e não apenas prolongar a carreira por razões financeiras.
"Para ajudar as pessoas a entender por que se fala tanto do River e por que eu tenho camisas do River Plate, é porque, no meu país, o futebol uruguaio não era exibido para todos; era pay-per-view. Já o futebol argentino era. Eu nunca podia assistir ao Peñarol, mas via o River Plate todo fim de semana. Por isso sempre fui um grande fã, porque cresci assistindo ao time. Para mim, o futebol argentino era o melhor", acrescentou.
Além das lealdades clubísticas, Valverde também relembrou as figuras que marcaram o início de sua carreira. Ele atribuiu ao ex-treinador Pablo Javier Bengoechea o mérito por orientá-lo durante seus anos de formação no Peñarol.
"Por causa da personalidade dele e da forma como me tratou, algo que hoje vejo como muito positivo, aprendi a ter essa perseverança, essa paciência, essa humildade, a entender que o caminho nem sempre é fácil e que é preciso ter consciência de onde se está e com quem se está. Ele me ajudou a amadurecer e a entender que as oportunidades surgem quando têm de surgir. Passei seis meses treinando com a equipe sem jogar, e hoje sou grato por não ter jogado, porque eu não tinha o físico nem a mentalidade para atuar na Primeira Divisão do Peñarol", afirmou.
Enquanto Valverde segue competindo em alto nível pelo Real Madrid, suas declarações oferecem um raro vislumbre das motivações pessoais de uma estrela global.
Embora seu presente siga firmemente na Europa, tudo indica que seu coração está voltado para um futuro retorno à América do Sul, onde paixão, identidade e legado falam mais alto do que qualquer outra coisa.