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Os pontos positivos e negativos por trás de uma possível segunda passagem de Conte pela seleção da Itália

Antonio Conte segue ligado a um possível retorno à seleção da Itália após a saída de Gennaro Gattuso na semana passada, mas que benefícios o atual técnico do Napoli traria à Azzurra e por que alguns consideram que ele não é o homem certo para levar a Nazionale adiante?

A Itália procura o seu quarto treinador em três anos após Gattuso deixar a seleção por mútuo acordo, depois da derrota na final do play-off da Copa do Mundo da semana passada contra a Bósnia e Herzegovina.

Conte, que já comandou a seleção da Itália entre 2014 e 2016, foi um dos primeiros nomes ligados ao cargo vago de treinador, ao lado de Massimiliano Allegri e Roberto Mancini.

De volta ao básico: Conte parece realmente disposto a regressar à seleção nacional.

Após a recente vitória de sua equipe por 1 a 0 sobre o Milan na Serie A, Conte admitiu: “Se eu fosse o presidente da FIGC, consideraria meu nome entre os candidatos. Afinal, já trabalhei com a Nazionale e conheço o ambiente. Sinto-me lisonjeado, porque representar o seu país é algo maravilhoso.”

É encorajador que ainda haja treinadores de alto nível interessados em assumir a seleção da Itália no pior momento da equipe nacional na história recente. A falta de disposição de técnicos mais renomados teve papel importante na nomeação de Gattuso no verão passado.

Também é animador saber que Aurelio De Laurentiis não deve impedir a saída de Conte caso ele decida deixar o Napoli para assumir o comando da seleção nacional. Conte ainda tem um ano de contrato com os Partenopei, e tudo indica que a ADL não criará problemas se o técnico quiser rescindir o vínculo 12 meses antes do previsto.

“Se Antonio me pedisse, acho que diria sim”, confessou recentemente o presidente do Napoli.

Um dos benefícios mais evidentes de nomear Conte é sua familiaridade com a estrutura da seleção e com o futebol internacional de modo geral. E ele não deve se deixar desanimar pela aparente falta de jogadores de elite na Itália, já que a equipe que comandou entre 2014 e 2016 também não era uma seleção italiana particularmente memorável.

A La Gazzetta dello Sport sugere que a atual geração da Itália é, tecnicamente, mais talentosa do que a que Conte tinha à disposição há uma década. O jornal acrescenta que é ‘difícil’ imaginar um treinador mais adequado para a Itália neste momento do que Conte.

Mais importante ainda, Conte tem um histórico comprovado de conquistar resultados no curto prazo, algo que os antecessores Gattuso e Luciano Spalletti acabaram não conseguindo no comando da seleção italiana.

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VERONA, ITÁLIA – 28 DE FEVEREIRO: Antonio Conte, técnico do SSC Napoli, durante a partida da Serie A entre Hellas Verona FC e SSC Napoli, no Estádio Marcantonio Bentegodi, em 28 de fevereiro de 2026, em Verona, Itália. (Foto de Alessandro Sabattini/Getty Images)

Após ficar fora da Copa do Mundo pela terceira vez consecutiva, a seleção da Itália se prepara para várias mudanças importantes, não apenas no cargo de técnico. O presidente da FIGC, Gabriele Gravina, também renunciou, assim como o chefe da delegação da seleção, Gianluigi Buffon.

Isto parece ser uma oportunidade para uma reformulação completa da seleção nacional e da estrutura da FIGC. No entanto, há quem argumente que, se a Itália nomear Conte e a FIGC eleger um dos candidatos veteranos à presidência, isso seria apenas 'mais do mesmo'.

Outro ponto evidente é que Conte só permaneceu por mais de duas temporadas completas como treinador principal uma única vez, na Juventus, entre 2011 e 2014. Isso faz dele uma opção mais para o curto e médio prazo, quando a Itália talvez devesse pensar no médio e longo prazo diante da necessidade de reconstrução.

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