As seleções nacionais de futebol com os piores desempenhos nas Copas do Mundo
Cada Copa do Mundo produz momentos inesquecíveis, mas nem todos merecem ser celebrados.
Para cada campeão que ergue o troféu, há equipes que deixam um legado bem diferente — definido por derrotas pesadas, colapsos históricos e atuações que rapidamente se tornam lições a não seguir.
De uma antiga nação anfitriã a equipes fazendo suas estreias tão aguardadas, essas seleções não apenas ficaram aquém - elas gravaram seus nomes na história da Copa do Mundo por todos os motivos errados.
Bolívia (1950)
A história começa com a Bolívia na Copa do Mundo FIFA de 1950, um dos torneios mais estranhos já organizados. O formato em si era incomum, com grupos de tamanhos desiguais e até mesmo um grupo final em vez de uma fase eliminatória tradicional.
A Bolívia encontrou-se em um peculiar grupo de duas equipes após a França se retirar. Seu destino se resumiu a uma única partida contra os futuros campeões, o Uruguai. O que se seguiu foi menos uma competição e mais uma derrota esmagadora. O Uruguai demoliu a Bolívia por 8 a 0 em 2 de julho, encerrando efetivamente sua campanha antes mesmo que ela realmente começasse. Em um torneio já repleto de irregularidades, a pesada derrota da Bolívia destacou-se como um de seus momentos mais desequilibrados.
Grécia (1994)
Mais de quatro décadas depois, a Grécia teve um pesadelo em sua estreia na Copa do Mundo da FIFA de 1994. Sua campanha talvez seja mais lembrada por ter sofrido um dos gols mais icônicos do torneio, marcado por Diego Maradona na vitória de 4 a 0 da Argentina.
Mas aquilo foi apenas o começo dos problemas da Grécia. Seguiram-se derrotas para a Nigéria e a Bulgária, ambas sem marcar um único gol. Ao final da fase de grupos, a Grécia havia sofrido 10 gols e marcado nenhum, consolidando seu lugar entre as equipes menos eficazes da história da Copa do Mundo. As consequências foram rápidas, com o treinador Alketas Panagoulias renunciando imediatamente.
Haiti (1974)
A Copa do Mundo da FIFA de 1974 contou com várias equipes que lutaram para competir no cenário global, incluindo o Haiti. Em sua primeira aparição, a equipe caribenha mostrou lampejos de promessa, mas, no final, não conseguiu acompanhar o ritmo.
As derrotas para Itália, Polônia e Argentina resultaram em uma diferença de gols de -12, destacando a lacuna entre as nações emergentes do futebol e as potências estabelecidas na época.
Zaire (1974)
O mesmo torneio também introduziu o que muitos ainda consideram a pior atuação de uma equipe na história da Copa do Mundo: o Zaire. Em sua única participação no Mundial, o Zaire perdeu as três partidas, sofrendo 14 gols sem marcar nenhuma. Uma derrota por 9-0 para a Iugoslávia continua sendo uma das maiores goleadas já registradas no torneio. Sua atuação geral estabeleceu uma triste referência de ineficácia que ainda persiste décadas depois.
El Salvador (1982)
Oito anos depois, El Salvador igualou esse nível de dificuldade na Copa do Mundo da FIFA de 1982. Sua campanha é mais lembrada por uma devastadora derrota por 10 a 1 para a Hungria em sua partida de estreia, um resultado que efetivamente condenou quaisquer esperanças de recuperação.
Embora suas derrotas subsequentes para Bélgica e Argentina tenham sido mais competitivas, o estrago já estava feito. El Salvador terminou com um gol marcado e 13 sofridos, reforçando sua posição entre as equipes mais superadas do torneio.
Essas equipes vieram de diferentes eras e contextos, mas compartilham um fio comum: a Copa do Mundo expôs a lacuna entre elas e o nível de elite do futebol internacional. Seja por inexperiência, deficiências táticas ou simplesmente por estarem em desvantagem, suas atuações servem como lembretes de quão implacável pode ser o maior palco do esporte.