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O Manchester United aproveitou a ansiedade do Arsenal — os Gunners não podem deixar a pressão atrapalhar a luta pelo título

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O problema é que os torcedores do Arsenal já viram esse filme antes. E talvez isso explique por que todo o Emirates — torcedores e jogadores — estava tão nervoso quando a briga pelo título sofreu um duro golpe após esse eletrizante jogo de cinco gols.

É preciso dar muito crédito ao Manchester United: em apenas oito dias, a nova era de Michael Carrick venceu as duas melhores equipas do país — o Manchester City na semana passada e agora o Arsenal.

Mas a maior preocupação para o Arsenal deve ser que um erro terrível — o passe recuado suicida de Martin Zubimendi, que deixou Bryan Mbeumo marcar o gol de empate — pode transformar todo o ambiente em puro nervosismo.

O Arsenal começou o fim de semana com sete pontos de vantagem, mas as vitórias de City e Aston Villa reduziram a diferença para quatro, e a equipe de Mikel Arteta deu sinais de não suportar a pressão. Ainda lidera com quatro pontos de frente, mas está longe de parecer campeã certa.

Eles cederam diante de uma atuação sensacional do United, com Carrick levando a melhor sobre Arteta, enquanto o gol espetacular de Matheus Cunha nos minutos finais selou uma brilhante e merecida vitória fora de casa.

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Os Gunners não conquistam o título há 22 anos — e isso tem ficado evidente. A pressão e a expectativa após serem apontados em janeiro como favoritos ao título parecem pesar bastante sobre o time.

O Arsenal deixou escapar a liderança em duas das últimas três corridas pelo título, e já se percebe a ansiedade entre os torcedores de que isso possa acontecer novamente. O Arsenal não venceu nos últimos três jogos da Premier League.

O United sentiu a ansiedade — e tirou proveito dela. Se o Arsenal não consegue lidar com isso em janeiro, dá medo pensar em como pode ser em abril e maio.

Uma semana depois do desastre no dérbi contra o City, o United voltou a impressionar: bem organizado, disciplinado e combativo. Carrick é um técnico novato e ainda é cedo, mas o interino vem fazendo uma grande apresentação.

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O Arsenal abriu o placar aos 29 minutos, quando o cruzamento de Piero Hincapie não foi afastado, Bukayo Saka dominou com categoria e Martin Odegaard finalizou em direção ao gol.

Jurrien Timber disputou a jogada com Lisandro Martínez, e o defensor do United acabou marcado com um gol contra quando parecia que o chute do lateral do Arsenal havia sido decisivo.

Em vez de ampliar a vantagem, o Arsenal se desestabilizou. É preciso questionar sua mentalidade. O time ficou displicente e cometeu erros. Mbeumo desperdiçou uma chance, enquanto Bruno Fernandes mandou outra para fora.

Não havia motivo para preocupação. O passe para trás chocante de Zubimendi foi um convite para Mbeumo, que driblou o goleiro do Arsenal, David Raya, e marcou.

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Ficou ainda pior cinco minutos após o reinício. Passe de Fernandes encontra Patrick Dorgu, que acerta um remate sensacional, com a bola a bater na parte inferior da trave antes de entrar. Dorgu passou de flop no United a jogar como Cafu.

O Arsenal mostrou-se lento e sem ideias. Arteta começou com Gabriel Jesus no ataque no lugar de Viktor Gyokeres, mas a aposta não funcionou, e a equipa fez uma série de substituições. Fazer quatro de uma vez antes da hora de jogo pareceu uma reação de pânico.

O Arsenal chegou ao empate. O escanteio cobrado por Saka causou confusão na área, o goleiro do United, Senne Lammens, afastou mal, e, no meio da aglomeração, o reserva Mikel Merino empurrou para as redes para fazer 1 a 1 aos 84 minutos.

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Parecia certo que o Arsenal havia arrancado um empate. Foi o 26º gol da equipe em jogadas de bola parada em todas as competições. Mas o drama ainda não tinha acabado. E Carrick acabou superando Arteta com a melhor substituição de todas.

O supersubstituto do United, Cunha, avançou com liberdade, teve espaço de sobra e colocou um chute espetacular no canto mais distante. Incrivelmente, foi a primeira vez que o Arsenal sofreu três gols em um jogo da Premier League desde a vitória por 4 a 3 sobre o Luton, em dezembro de 2023.

A defesa menos vazada da Premier League foi abalada e superada, e o meio-campo e o ataque do Arsenal também não encontraram respostas.

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