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Noruegueses dominam o Milan

Não é apenas Johannes Høsflot Klæbo e seus compatriotas noruegueses que dominam em Milão. A pequena nação nórdica lidera o quadro de medalhas com 33 no total, sendo 15 de ouro — cinco delas conquistadas por Klæbo.

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Einar Hedegart e Johannes Høsflot Klæbo, da equipe da Noruega, conquistaram o ouro no sprint por equipes do esqui cross-country mais cedo hoje (Foto: Lars Baron/Getty Images)

A 3.100 km ao norte, logo acima do Círculo Polar Ártico, outro time norueguês vestindo amarelo deu um verdadeiro espetáculo diante da Inter de Milão. O azarão do Ártico, Bodø/Glimt, fez o impensável ao superar de forma convincente um dos clubes mais fortes da Europa.

Sério, alguém realmente achou que esse pequeno e aguerrido clube, cujo gramado estava sob 80 toneladas de neve 48 horas antes do pontapé inicial, não seria capaz de provocar essa zebra?

Após seis jogos na fase de grupos, o Bodø/Glimt somava três pontos, fruto de três empates, e ocupava o 32.º lugar na tabela. Afundado na zona de rebaixamento, a salvação parecia impossível, especialmente com Manchester City (em casa) e Atlético de Madrid (fora) como próximos adversários. Para surpresa mundial, venceu ambas as partidas, subiu para o 23.º lugar e garantiu vaga nos playoffs.

Então, por que não receber a poderosa Internazionale, finalista da Liga dos Campeões na última temporada, e vencer? Alguns críticos insistem em dizer que o gramado sintético de Aspmyra ou o clima ártico costeiro lhes dá uma vantagem injusta. Bobagem. Na verdade, o retrospecto fora de casa é melhor (1V 2E 1D contra 1V 1E 2D). Esse argumento não se sustenta.

A dura verdade é que a vitória do Bodø não foi acaso. O time dominou a Inter. Embora a Inter tenha finalizado mais (15 a 8), o Bodø foi clínico nas conclusões. Colocou 75% dos chutes no alvo, a segunda melhor taxa entre equipes com pelo menos oito finalizações. Quem lidera esse índice? O próprio Bodø, com 91% (10 de 11) contra o Slavia Praga.

Esse padrão de implacabilidade fica ainda mais evidente fora de casa. Na fase de grupos, a média de finalizações no alvo como visitante foi de 59%, a mais alta entre todas as equipes nos playoffs, com larga vantagem.

Não dá para dizer que o Bodø já tem a vaga garantida. Jogar no San Siro na próxima semana será muito difícil. Mas o histórico da equipe em estádios hostis — como a vitória por 2 a 1 sobre o Atlético — deve lhes dar enorme confiança. E uma vantagem de dois gols pode ser suficiente para sustentar a surpresa.

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