O escândalo que "pode tirar a Argentina da próxima Copa do Mundo"
A Justiça argentina intensifica a ofensiva contra Claudio "Chiqui" Tapia. O juiz federal Daniel Rafecas ordenou novas buscas em uma casa de campo em Pilar, onde é investigada uma propriedade de luxo registrada em nome da Real Central SRL, ligada a Luciano Pantano e Ana Lucia Conte, apontados como supostos testas de ferro do presidente da AFA. Ambos estão proibidos de deixar o país.
A operação se soma às realizadas em mais de 15 clubes e em um escritório no centro de Buenos Aires, no âmbito do caso que busca esclarecer o crescimento patrimonial de Tapia e de seu entorno. Também estão na mira o tesoureiro Pablo Toviggino, apontado como possível ocupante da mansão, e a Sur Finanzas, empresa financeira acusada de operar com empréstimos a clubes em condições abusivas.
Uma situação complicada
O caso já transborda para o mundo do futebol. A Justiça quer saber se houve enriquecimento ilícito e uso de laranjas, enquanto a FIFA acompanha de perto para evitar uma possível intervenção política que possa deixar a Argentina fora da próxima Copa do Mundo, nos Estados Unidos, Canadá e México. Foi assim que o prestigiado jornal 'La Nacion' explicou o caso.
Em meio ao escândalo, a seleção campeã do mundo age com cautela. Lionel Scaloni tem dúvidas sobre disputar a Finalíssima contra a Espanha em março, em mais um sinal do clima tenso que hoje cerca a AFA.