Os 6 maiores erros de Pep Guardiola no mercado da bola enquanto Julián Álvarez brilha
O sucesso de Julián Álvarez no Atlético de Madrid faz a decisão do Manchester City de deixá-lo sair parecer cada dia mais estranha, mas esse não é o único erro de mercado da carreira de Pep Guardiola.
Embora Guardiola tenha errado pouco na carreira, várias contratações não saíram como o planejado.
Selecionamos as seis piores decisões da carreira dele, incluindo exemplos de sua passagem por Barcelona, Bayern e agora no City.
Quem? Sim, você pergunta. Dmytro Chygrynskiy pode ser um nome há muito esquecido na história do futebol, mas o zagueiro ucraniano aparece uma posição acima de Thierry Henry entre as contratações mais caras do Barcelona.
Em 2009, após uma temporada do triplete, Guardiola buscou reforçar a equipe com a contratação de Chygrynskiy, vindo do Shakhtar Donetsk, mas logo ficou claro que o jogador não estava à altura.
Com o clube enfrentando dificuldades para pagar salários no verão seguinte, o Barcelona optou por vendê-lo por metade do valor que pagou, apesar de Guardiola querer mantê-lo.
Guardiola conquistou quase tudo no Bayern, mas a falta de um título da Liga dos Campeões segue como mancha em seu currículo.
Talvez um jogador que pudesse ter levado a equipa de Munique ao objetivo fosse Toni Kroos, cuja saída Guardiola autorizou num dos seus raros erros de avaliação.
Kroos, com apenas 24 anos e já peça-chave da seleção, foi liberado por €25 milhões para se transferir para o Madrid.
Não é que Kroos não tenha jogado com Guardiola, e o técnico catalão até manifestou o desejo de mantê-lo, mas talvez, se lhe tivesse oferecido um lugar mais fixo na equipe, isso o teria convencido a ficar.
No fim, Kroos foi para o Real Madrid e se tornou peça fundamental nas incríveis conquistas da Liga dos Campeões do clube.
No verão de 2022, Kalvin Phillips era visto como um dos melhores talentos jovens da Inglaterra após se destacar no sistema de Marcelo Bielsa no Leeds.
O City entrou na disputa e o contratou por £42 milhões em uma janela de verão que também trouxe Erling Haaland, Stefan Ortega e Julián Álvarez.
Mas, se Phillips funcionou no sistema de Bielsa, nunca conseguiu render no de Guardiola.
Lesões atrapalharam o início de sua trajetória no City e, quando o jogador voltou da Copa do Mundo de 2022, disputada no meio da temporada, Guardiola afirmou publicamente que ele estava “acima do peso” e “sem condições de treinar e jogar”.
Guardiola pediu desculpas por seus comentários, mas isso simbolizou o desgaste na relação entre jogador e treinador e, a partir daí, os minutos de Phillips só diminuíram.
Ele disputou apenas quatro jogos da liga em 2023-24 antes de ser emprestado ao West Ham, numa passagem que os torcedores dos Hammers preferem esquecer. Os empréstimos ao Ipswich e agora ao Sheffield United não conseguiram relançar sua carreira.
Autorizar a saída de um jogador formado na base para vê-lo ganhar o prêmio de Jovem Jogador da Temporada da Premier League em outro clube certamente dói, mesmo com o currículo de Guardiola.
A saída de Cole Palmer para o Chelsea parece um erro de avaliação monumental por parte do clube e do treinador, e mesmo que o Chelsea estivesse disposto a pagar £40 milhões por um jogador de 21 anos ainda sem provas, o City tinha recursos suficientes para recusar.
Embora a forma de Palmer tenha caído nos últimos 12 meses, há fortes argumentos de que ele entraria hoje no time do City, especialmente diante do momento de Phil Foden.
Contratá-lo de volta agora custaria bem mais do que os £40 milhões que receberam por ele, e há até especulações de que ele pode ir para o United.
Trocas de jogadores já não são realmente comuns, mas talvez o exemplo mais marcante de todos tenha acontecido sob o comando de Guardiola.
Em 2009, Guardiola estava de olho no avançado da Inter, Zlatan Ibrahimovic, que acabara de marcar 25 golos em 35 jogos da Serie A.
O problema era que a Inter não estava disposta a liberar seu jogador por pouco, e as negociações acabaram fixadas em £35 milhões mais Samuel Eto’o, então com 28 anos.
Mesmo sem contexto, a decisão de deixar Eto’o sair no auge parece bizarra: naquela temporada, ele terminou apenas dois gols atrás de Lionel Messi. Além disso, era um centroavante muito mais disposto ao trabalho físico do que Ibrahimovic, cuja chegada coincidiu com a decisão de Guardiola de usar Messi pelo centro, e não aberto pelos lados.
Isso deixou Ibrahimovic sem um papel claro na equipe e, para piorar, sua personalidade entrou em forte choque com Guardiola e o vestiário do Barcelona.
Ibrahimovic detestava a forma como o elenco do Barcelona seguia cada palavra de Guardiola e saiu apenas um ano depois, voltando a San Siro, desta vez para defender o Milan.

Se a atuação dele contra o Barcelona na Liga dos Campeões nesta semana servir de parâmetro, o City cometeu um enorme erro ao deixar Julián Álvarez sair.
Ele foi contratado junto ao River Plate em 2022 e marcou nove gols em sua primeira temporada na Premier League.
Esse número subiu para 11 no ano seguinte, mas Álvarez ficou insatisfeito com seu tempo de jogo. Ele disputou 36 partidas da Premier League naquela temporada, mas persistia a sensação de que estava ficando de fora dos jogos grandes.
O City e Guardiola, que nunca costumam segurar jogadores que querem sair, autorizaram a ida dele para o Atlético por £81,8 milhões, valor que já parece uma pechincha.
Desde que se mudou para Madri, Álvarez se tornou um dos melhores atacantes do mundo, capaz de marcar gols de todas as maneiras, como mostrou em sua cobrança de falta contra o Barcelona.
Foi o seu nono gol na Liga dos Campeões nesta temporada, e ele está na mira de praticamente todos os grandes clubes para este verão. Considerando que o City teve de desembolsar 59 milhões de libras por mais opções no ataque com Omar Marmoush, deixar Álvarez sair parece um erro grave de Guardiola.