Quem são Deborah Ronchi e Emanuele Buttini? Os 'chefes' do esquema de prostituição na Série A
O escândalo de prostituição de luxo que está abalando o futebol italiano tem dois nomes no epicentro do esquema: Emanuele Buttini e Deborah Ronchi, donos de uma agência de eventos chamada Made Luxury Concierge. Os dois estão presos junto com outros dois colaboradores, Alessio Salamone e Luan Fraga, acusados de auxílio e favorecimento à prostituição.
A lista de futebolistas alegadamente envolvidos neste esquema é extensa e virou o mundo do futebol de cabeça para baixo: Dean Huijsen, Victor Osimhen, Luca Pellegrini, Matteo Cancellieri, Alessandro Buongiorno, Samuele Ricci, Daniel Maldini e Wayne Rooney, entre outros. A rede operava em locais famosos de Milão, mas também organizava eventos em destinos turísticos luxuosos como Mykonos ou St. Barth. Eles ofereciam pacotes completos de hotel, restaurante, saída noturna nas melhores boates e encontros sexuais.
A polícia italiana também está investigando o uso de óxido nitroso, mais conhecido como gás do riso, como droga recreativa. É uma substância que não deixa vestígios no corpo, embora possa causar sérias consequências, e que parece ter agradado aos futebolistas em toda a Europa.
As fotos de Emanuele Buttini com os jogadores de futebol viralizaram rapidamente. Ele também aparece numa foto com Usain Bolt, o que demonstra o poder e a influência que ele tinha com os desportistas mais famosos do mundo. Diz-se que 70 futebolistas estão envolvidos, que jogaram ou jogam na Serie A atualmente. A receita da rede pode chegar a 1,2 milhões de euros. Não haverá consequências criminais para os futebolistas, apenas para os proxenetas. Um piloto de Fórmula 1, amigo pessoal de alguns jogadores do AC Milan ou da Inter, também estaria envolvido. "Vou mandar-te o brasileiro", ouve-se numa das escutas publicadas em exclusivo pelo La Gazzetta dello Sport.