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Thomas Frank vive seus últimos dias no Tottenham após perder a confiança da diretoria e dos jogadores

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O fim de Thomas Frank chegou justamente quando ele insistia que isso não aconteceria, com o Tottenham encerrando sua passagem de sete meses pelo clube do norte de Londres.

O CEO Vinai Venkatesham e o diretor esportivo Johan Lange recomendaram aos proprietários do clube, a família Lewis, na noite de terça-feira, após presenciarem ao lado do presidente não executivo Peter Charrington mais uma decepção do Spurs. Venkatesham tentou dar o máximo de tempo possível ao treinador de 52 anos, mas o que ele apresentou acabou não sendo suficiente.

No fim, Frank perdeu a confiança do vestiário e também da torcida. Ele depositou sua confiança em um pequeno grupo central de líderes do elenco — alguns dos que estavam fora desse núcleo passavam dias sem praticamente ouvir uma palavra dele em nível individual, e poucos sabiam qual era sua situação com o treinador.

Quando a direção começou a vacilar em relação a ele, a passagem do dinamarquês entrou em declínio até ao fim, com o ambiente a tornar-se difícil. Contratado como uma opção segura, acabou por revelar-se tudo menos isso.

Frank manteve a convicção de que o fim não chegaria. Raramente alguém esteve tão seguro do próprio destino diante de tanta oposição, mas, no fim, a ameaça do rebaixamento foi pesada demais para o clube.

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Ver Frank desafiar todas as probabilidades após o apito final foi como ver Jon Snow sacar a espada sozinho diante da cavalaria Bolton em disparada em Game of Thrones.

Na chuva intensa, o que avançava sobre Frank eram apenas os adeptos dos Spurs, os maus resultados e o inevitável; não houve qualquer salvador no mercado de transferências — nem após esta derrota mais recente.

Frank uniu a torcida do Tottenham, mas não da forma como qualquer pessoa dentro do clube esperava ou planejava.

No apito final de terça-feira à noite, os torcedores do Spurs que ainda restavam na arquibancada sul, e que não haviam saído mais cedo sob a garoa, cantaram para o encharcado Frank: ‘Você vai ser demitido pela manhã’, antes de entoarem mais uma vez: ‘Mauricio Pochettino, ele é mágico, você sabe’.

Durante anos, o Tottenham trocou de treinador em vez de manter um projeto, e nada na era Frank indicava que ele seria enfim o nome capaz de quebrar o ciclo de fracassos do clube desde a demissão de Pochettino.

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O Tottenham marcou 14 gols a menos na Premier League em relação a este ponto da temporada passada, soma menos pontos e venceu apenas dois dos últimos 17 jogos na competição.

O Tottenham tem, sem dúvida, uma longa lista de lesionados: 11 no total, incluindo uma nova e preocupante lesão no joelho de Wilson Odobert na noite de terça-feira.

O capitão Cristian Romero também ficou à margem, sob a garoa, cumprindo o primeiro dos seus quatro jogos de suspensão justamente quando o Spurs mais precisa dele.

Vale destacar que, quando o Spurs passou por esta mesma crise de lesões na temporada passada, era evidente que peças vitais da equipa estavam em falta. Ben Davies e Archie Gray atuaram como defesas-centrais, Mathys Tel teve de entrar como avançado de referência, e os criadores de jogo eram escassos.

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Frank iniciou a partida contra a equipe de Eddie Howe com £176 milhões em talento no quarteto ofensivo. Ainda assim, os quatro pareceram nunca ter jogado juntos. O time ocupa a 16ª colocação na Premier League e só não está a três pontos da zona de rebaixamento, em vez de cinco, por causa de um gol nos acréscimos de Benjamin Sesko pelo Manchester United contra o West Ham.

Todos os argumentos usados antes para manter Frank foram os mesmos descartados no caso de Ange Postecoglou. O Tottenham precisa ter paciência, considerar as lesões e confiar que a equipa vai melhorar com o regresso dos jogadores.

Ainda assim, houve sinais do futebol que o Tottenham podia praticar sob o comando de Postecoglou. Com Frank, não havia a mesma evidência: sem um estilo definido nem um futebol capaz de empolgar os torcedores. Os Spurs regrediram e não davam sinais de voltar a evoluir.

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