Segundo informações, clube da Serie A oferece pacote de £30,6 milhões para contratar estrela do Manchester United
O planeamento de janeiro da Roma, segundo o Il Messaggero, parece menos uma manutenção de meio de temporada e mais uma reformulação em larga escala. No centro está Joshua Zirkzee, avançado cujo nome passou a simbolizar ambição, complexidade e os limites da realidade financeira. A Roma quer o jogador. O Manchester United resiste. Entre essas duas posições, pode estar um acordo capaz de definir a janela.

Foto: IMAGO
A linguagem pública de Gian Piero Gasperini mudou de forma evidente. O treinador, que antes minimizava as expectativas, agora foi direto: “Em janeiro, precisamos aproveitar a oportunidade para reforçar” e “Massara conhece meu pensamento há meses”. Não são frases ao acaso. Elas delineiam uma estratégia que coloca Zirkzee e Giacomo Raspadori no centro de uma revolução ofensiva, com saídas aceitas como parte do processo.
O sinal mais claro veio com Evan Ferguson. A resposta direta — “Não estou convencido; entre ele e Dybala, mesmo como centroavante, Paulo é a minha escolha” — deixou claro que não há espaço para sentimentalismo. A Roma está preparada para encerrar empréstimos, negociar nomes experientes como Bailey se possível e até considerar uma saída tardia de Dovbyk. Zirkzee passa a ser a nova referência.
A proposta da Roma ao Manchester United mostra criatividade e cautela: empréstimo de 5 milhões de euros, 30 milhões a pagar em junho e bónus ligados à qualificação para a Liga dos Campeões. Na prática, um pacote de 40 milhões de euros, abaixo dos 50 milhões pedidos inicialmente, mas que reconhece o investimento do United: 42 milhões ao Bologna e quase 18 milhões em custos adicionais.

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Na perspetiva da Roma, este é o limite do esforço. O clube trabalha sob rígidas restrições financeiras, sempre com as regras da UEFA em vista. O Il Messaggero descreve uma escolha deliberada: um grande investimento e, depois, avançar com empréstimos com opção de compra, o tradicional compromisso italiano.
O problema, como sempre, é a contraparte. Ao negociar com Manchester United ou Atlético de Madrid, um “empréstimo com opção” tem menos poder de convencimento. Ruben Amorim tem pouco incentivo para colaborar desde cedo. Já sem Mbeumo e Diallo por causa da Copa Africana de Nações, ele “não pretende liberar o holandês antes de meados de janeiro”. Esse atraso pesa. Gasperini quer ao menos um reforço rapidamente, e Zirkzee pode não ser a primeira peça.
É aqui que Raspadori surge como alvo e válvula de escape. A abordagem da Roma é mais sofisticada: um empréstimo de €20 milhões com opção de compra que se torna obrigatória sob certas condições, como classificação para a Liga dos Campeões, gols e número de partidas. É uma gestão inteligente de contas e de risco, diluindo o custo ao longo do tempo e do desempenho.

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Novos contatos foram feitos, embora o Atlético de Madrid siga atento a ofertas melhores. O interesse da Lazio parece esfriar, sobretudo após a frase contundente de Maurizio Sarri: “Mercado de transferências? Apenas sinais de fumaça do clube.” A Roma vê uma oportunidade, mas nada está garantido.
O plano segue uma ordem: primeiro reforçar o ataque, depois tratar da defesa. Gasperini quer experiência no centro da zaga, não uma aposta para desenvolvimento. O perfil de Axel Disasi agrada: zagueiro nascido em 1998, disponível por empréstimo, com o Chelsea podendo arcar com parte do salário. O Milan está à frente, mas a Roma segue atenta.
O Il Messaggero descreve uma semana final que ainda pode incluir uma troca entre Dovbyk e Beto e um empréstimo de Pisilli. Tudo indica uma janela de transferências construída em torno de Zirkzee, mesmo que ele chegue tarde ou nem chegue.
Esta reportagem mostra por que a situação de Zirkzee ainda parece indefinida, e não resolvida. Há reconhecimento de seu talento, de sua capacidade de associação e de sua inteligência, mas também a percepção de que seu papel sob o comando de Amorim ainda não está definido. É exatamente por isso que o interesse da Roma causa desconforto.
A estrutura proposta faz sentido para a Roma, mas bem menos para o United. Um empréstimo agora enfraquece o elenco num momento em que Mbeumo e Diallo estão ausentes, e o pagamento no verão ainda deixaria o United sem recuperar totalmente o valor investido. Os torcedores vão questionar por que um jogador contratado há tão pouco tempo seria liberado antes de ser plenamente integrado.
Há também a sensação de que o valor de Zirkzee pode subir com paciência. Tê-lo deixado no banco contra o Aston Villa causou surpresa, mas rodagem não significa rejeição. Liberá-lo em janeiro pode significar repetir erros do passado, vendendo antes de haver clareza.
Ainda assim, os torcedores entendem a lógica financeira. Se o United precisar de mais margem de manobra mais adiante na janela, a proposta da Roma pode se tornar mais atraente. Por ora, o sentimento é simples: Zirkzee merece uma sequência mais clara com a camisa vermelha antes que qualquer decisão seja tomada.