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Três lições da vitória do Chelsea, com os Blues colhendo os frutos de um triunfo conquistado com muito esforço

Atuação sem brilho pode se mostrar significativa mais adiante na temporada

O Chelsea manteve vivas as esperanças de terminar entre os oito primeiros da fase de liga da Liga dos Campeões com uma vitória por 1 a 0 sobre o Pafos.

Os visitantes cipriotas estiveram bem organizados durante toda a partida e obrigaram a equipe de Liam Rosenior a lutar muito pela vitória, mas ela acabou chegando para o Chelsea graças a uma cabeçada de Moises Caicedo aos 78 minutos.

A vitória levou a equipe ao oitavo lugar da tabela no saldo de gols, mas manter a posição será outra questão, com o Napoli pela frente na última partida da próxima semana.

Esta pode acabar por ser uma vitória muito importante. Com um calendário exaustivo e jogos quase sem parar, o Chelsea pode muito bem evitar um play-off em ida e volta para chegar às oitavas de final.

Os oito primeiros da fase de liga avançam diretamente para as oitavas de final, sem necessidade de play-off, por isso garantir a vitória sobre o Pafos — por mais pouco convincente que tenham sido a atuação e o placar — pode ser enorme para os Blues.

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Chelsea precisou lutar para garantir a vitória

Chelsea FC via Getty Images

O Chelsea foi amplamente superior durante toda a partida, mas não conseguiu criar chances claras de perto e apostou sobretudo em finalizações de longa distância de Pedro Neto e de Caicedo, eleito o melhor em campo. A cabeçada firme do equatoriano após escanteio no segundo tempo abriu o placar, mas não serviu de impulso para mais gols.

Foi crucial para o Chelsea conseguir a vitória, já que o último jogo da fase de grupos será um teste duro fora de casa contra o Napoli — mas o time é um dos nada menos que oito com 13 pontos, por isso marcar mais gols para melhorar o saldo acabará sendo uma oportunidade perdida para os comandados de Rosenior. Ainda assim, vencer era a prioridade, e eles conseguiram.

As oportunidades para Jamie Gittens seguem relativamente escassas no momento, mas, nos 20 minutos em que saiu do banco, ele foi tão positivo e ofensivo quanto qualquer jogador de ataque do Chelsea em uma noite difícil.

O inglês entrou aos 70 minutos no lugar de Alejandro Garnacho — que havia passado despercebido. O inglês, porém, certamente não foi assim.

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Dia difícil no trabalho: Alejandro Garnacho

REUTERS

Gittens brilhou com um lance genial ao passar a bola entre as pernas de Bruno Felipe, arrancar à frente dele e cruzar.

Pouco depois, o jogador de 21 anos deixou Derrick Luckassen para trás pela esquerda, cortou para dentro e colocou um cruzamento preciso na cabeça de Estevao, que se esticou para alcançar a bola, mas cabeceou para fora. Gittens entrou bem no jogo saindo do banco e espera ter chamado a atenção de Rosenior para ganhar mais minutos nas próximas semanas.

O Pafos empatou com Monaco, Olympiacos e Kairat Almaty e venceu o Villarreal nesta fase de grupos da Liga dos Campeões, mas no Chelsea, antes da visita da equipe, o foco não estava em uma possível surpresa, e sim no retorno emocionante de David Luiz.

Luiz ainda ostenta os longos cabelos que o tornaram um herói cult quando defendeu o Chelsea entre 2011 e 2014, antes de uma segunda passagem de 2016 a 2019. Agora, aos 38 anos, ele voltou ao clube onde conquistou a Liga dos Campeões em 2012.

Mas, após sair com apenas 12 minutos no jogo contra o Olympiacos Nicosia pela liga cipriota no fim de semana, ele virou dúvida para o grande reencontro e, apesar de ter sido relacionado para o banco, não atuou nenhum minuto.

Após o apito final, Luiz ainda permaneceu no local e cumprimentou os torcedores do Chelsea com um largo sorriso.

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