Três destaques do Bayern: Kompany entra em modo de combate
O FC Bayern vence o Union Berlin e avança às quartas de final da Copa da Alemanha. O FCBinside destaca três pontos da partida
Bayern vence o Union por 3 a 2 nas oitavas de final da copa, e o jogo deixa as seguintes conclusões
O Arsenal impôs ao Bayern a primeira derrota da temporada na Liga dos Campeões, muito graças às bolas paradas. Em Berlim, elas voltaram a ser decisivas: os cinco gols saíram em lances de bola parada. No 1 a 0 para o Bayern, o jogador do Union Ilyas Ansah marcou contra após escanteio cobrado por Joshua Kimmich. No 2 a 0, Harry Kane marcou de cabeça, novamente após escanteio de Kimmich pela esquerda.
O destaque nos dois gols foi o excelente posicionamento de Aleksandar Pavlovic à frente de Frederick Rönnow dentro da pequena área, bloqueando a visão do goleiro do Union e limitando bastante seu raio de ação. Assim, o meio-campista teve papel decisivo nos dois lances
Após a partida, o jogador do Bayern Konrad Laimer revelou que a jogada foi ensaiada: “Como toda equipe, temos um conceito de fazer bloqueios — sem cometer falta, claro. É preciso se posicionar de forma a dificultar a ação do goleiro e dos defensores”, explicou o austríaco à ZDF.
O que certamente não foi ensaiado foram os dois gols contra do time de Berlim — a Union também marcou contra no lance do 3 a 1 para o FCB, desta vez com Diogo Leite. Mas o gol também nasceu de bola parada: o berlinense desviou de cabeça após uma cobrança fechada de falta de Michael Olise, logo atrás da quina da área.
Mas os dois pênaltis para o Union, ambos convertidos com segurança por Leopold Querfeld, também nasceram de bolas paradas. Jonathan Tah tocou na bola com a mão após um arremesso lateral longo e não conseguiu tirá-la a tempo.
A falta de Kane sobre Diogo Leite na área surgiu após uma cobrança longa de falta do Berlin, mostrando que, ainda mais do que em Londres, as bolas paradas foram decisivas — mas desta vez o Bayern foi superior no jogo
O jogo no Stadion an der Alten Försterei esteve longe de ser um espetáculo. Muito disso se deveu ao gramado do Union Berlin, em péssimo estado. Nesse tipo de superfície, não era possível praticar um futebol de combinação, com passes rasteiros e precisos. Os donos da casa também não parecem ter feito grande esforço para conservar o campo, já que o piso ruim favoreceu o estilo mais físico do time de Berlim diante de um Bayern tecnicamente superior. Isso pouco tem a ver com condições profissionais e não está à altura de uma equipe da Bundesliga.
Joshua Kimmich criticou claramente o mau estado do gramado após o jogo, em declarações à ZDF: “O estilo de jogo do Union é claro, naturalmente: muitas bolas longas e pelo alto. Eles também tentam pressionar no mano a mano, é preciso reconhecer isso. O gramado, claro, favorece esse tipo de jogo.”
Kimmich continuou: "É difícil trocar três passes rasteiros seguidos. Com isso, vira muito combate e disputa física de todos os jogadores. O segundo tempo não foi tão agradável de assistir. Muitos duelos, muitas bolas paradas, muitos escanteios. Não sei como isso pareceu para um espectador neutro, mas faltou um pouco de jogo trabalhado."

Foto: IMAGO
A bola também quicou de forma estranha antes do toque de mão de Tah, o que pode explicar o movimento incomum do defensor do Bayern. No fim, o Union foi inferior ao Bayern não só no futebol, mas também na briga. Sem mais jogos da copa no Alte Försterei nesta temporada, talvez haja tempo para cuidar do gramado.
Nos tempos de zagueiro, Vincent Kompany era conhecido por fechar os espaços. Como treinador — especialmente desde que chegou ao Bayern de Munique — o técnico de 39 anos sempre se mostrou muito calmo e equilibrado. Em Berlim, porém, Kompany entrou em modo de combate
A ordem do dia foi a batalha pela taça, e o belga não precisou de incentivo. No gramado de Köpenick não havia espaço para futebol refinado, por isso Kompany deixou suas estrelas entrarem na briga. “O segundo tempo foi de luta. Eu vivi isso como jogador — faz parte”, explicou o treinador depois, sem parecer descontente. Ele ficou realmente furioso na beira do campo após o segundo pênalti marcado por uma cotovelada de Kane.
"Para mim, isso não é pênalti. É um jogo físico, o adversário está com os braços na mesma posição que Harry — apenas 30 centímetros mais baixos. Nem tudo no rosto é falta", Kompany manteve sua posição após a partida
Após o apito final, Kompany se envolveu em uma discussão acalorada com o árbitro Martin Petersen e acabou advertido com cartão amarelo. Mereceu a punição por seu comportamento à beira do campo? “Provavelmente sim”, admitiu Kompany, com um sorriso.
O belga explicou: “Também temos de ajudar a equipa de fora. Não quero levar cartão amarelo e quero sempre manter o respeito. Reagi como um velho defensor.”