Ceferin já pensa em permanecer no comando da UEFA
A UEFA encerrou um 50º Congresso Ordinário bastante agitado. Após o acordo entre a UEFA e o Real Madrid que põe fim à Superliga, cresce entre as federações a ideia de continuidade de Aleksander Ceferin. O jornal L'Équipe avançou a informação, e o MARCA pôde confirmá-la dentro da organização, junto de fontes muito próximas do presidente, como uma possibilidade seriamente considerada. No entanto, ninguém quer dar isso como certo e acredita-se que o esloveno decidirá apenas no último momento, em 4 de novembro de 2026. As eleições serão realizadas em 4 de março de 2027.
Outras fontes da UEFA também acreditam que não há candidatos no horizonte. O futuro de Ceferin tem sido alvo de controvérsia desde a revisão dos estatutos, apesar de a própria presidência ter aprovado, em 2017, uma reforma que limitou o mandato a no máximo três períodos de quatro anos (ou 12 anos no total) para aumentar a transparência.
No entanto, em fevereiro de 2024, a UEFA aprovou no Congresso de Paris uma alteração estatutária que anulou essa reforma para mandatos anteriores a 1º de julho de 2017, o que permitiria a Ceferin concorrer a um quarto mandato em 2027, até 2031.
No entanto, muitos pensavam que o mandato de Ceferin já tinha terminado, já que ele próprio disse no Congresso de Paris, há dois anos, em fevereiro de 2024, que não se candidataria à reeleição.
A mudança nos estatutos provocou uma divisão interna, com membros do Comitê Executivo como David Gill e Zvonimir Boban deixando seus cargos, incluindo Boban como diretor de futebol.
Ceferin já consultou os seus aliados mais próximos sobre essa possibilidade para avaliar a reação. É verdade que o apoio de diferentes federações tem surgido nos últimos meses, mas essa possível reeleição foi discutida antes do regresso de Real Madrid e Barcelona à família da UEFA. Enquanto o retorno dos Blancos aguarda a finalização de todos os detalhes, uma possível continuidade de Ceferin testaria as bases desta nova paz selada em Bruxelas.