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'Foi mão, não foi?' - por que o gol de Rutter contra o West Ham foi validado

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Nuno Espírito Santo viu o West Ham deixar escapar dois pontos na Premier League no domingo, quando Georginio Rutter, do Brighton, marcou aos 91 minutos para anular o gol de abertura de Jarrod Bowen.

Quando a bola foi levantada para a área do West Ham, ela desviou na coxa de Rutter e depois bateu no seu braço antes de ele finalizar rasteiro para vencer Alphonse Areola no gol.

Após revisão do árbitro de vídeo (VAR), o gol foi validado no Amex Stadium, e a partida terminou em 1 a 1.

O gol, que o técnico dos Hammers disse ter sido com a mão, manteve o West Ham entre os três últimos, a dois pontos do Nottingham Forest, 17º colocado.

Nuno disse à Sky Sports após a partida: "Foi mão na bola, não foi?, e pé alto. Não há necessidade de falar com o árbitro. Acho que esse foi o principal fator."

O técnico dos Hammers disse que “não consegue entender como validaram o gol” após duas possíveis infrações.

Ele disse: "Está claro. Eu vi, todo mundo viu. O VAR viu, todo mundo viu. Acho que as duas situações deveriam ser revisadas."

"É difícil de aceitar, é muito difícil de aceitar, especialmente depois do esforço dos rapazes e do apoio dos nossos torcedores, que nos fizeram sentir como se estivéssemos em Londres.

"Então acontece um lance, tanta gente vê, é difícil de aceitar."

Qual é a regra da mão na bola?

A International Football Association Board (Ifab) anunciou mudanças na regra de mão a partir de 1º de julho de 2021.

A mudança na regra favoreceu Rutter e o Brighton, já que o toque de mão acidental que resulta em gol de um companheiro ou em uma chance clara de gol deixou de ser considerado infração.

Os legisladores decidiram que nem todo toque da bola na mão ou no braço de um jogador constitui infração. Sobre a questão de a mão ou o braço tornar o corpo do jogador "antinaturalmente maior", foi confirmado que os árbitros devem continuar a usar seu critério para determinar se a posição da mão ou do braço é válida em relação ao movimento do jogador naquela situação específica.

O Match Centre da Premier League confirmou por que o gol foi validado: "A decisão de campo de validar o gol foi revisada e confirmada pelo VAR, que entendeu que o braço de Rutter estava em posição natural, que não houve toque deliberado na bola e que o contato com o braço não ocorreu imediatamente antes do gol."

Mas e o pé alto?

O possível toque de mão não foi o único lance controverso na jogada que levou ao empate de Rutter.

Com a bola a saltar na zona de perigo, Charalampos Kostoulas tentou uma ousada bicicleta, enquanto o defensor do West Ham Konstantinos Mavropanos tentou bloquear de cabeça.

Mas não houve contacto entre o pé de Kostoulas e a cabeça de Mavropanos, por isso o jogo prosseguiu e o VAR voltou a decidir que não houve um erro claro e óbvio do árbitro.

Nuno acrescentou: "Se Dinos [Mavropanos] estivesse de pé no chão, talvez. Mas houve contato na cabeça dele, não houve?"

Em muitos casos semelhantes, foram marcados livres por jogo perigoso devido ao pé alto.

Mas, no domingo, não foi esse o entendimento do árbitro Simon Hooper, que considerou a possível falta insuficientemente perigosa para interromper a partida.

Isso acontece porque esse tipo de falta depende da interpretação do árbitro, a menos que o VAR a considere um erro claro e evidente.

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